Vivemos e aprendemos a todo momento. Temos, sim, muitos defeitos: a ansiedade e a depressão nos consomem constantemente, e acabamos nos esquecendo de que somos humanos. Com a aceleração cotidiana, a degenerescência tem sido avassaladora. Perdemos a essência humana! Deixamos de lado o que nos permite sermos eternos. Perdemos a ternura e a gentileza diante dos desafios da vida e deixamos de ser gente.
Essa perda do sentido da vida está dissolvendo nossa essência, que é única e inigualável em toda a existência. Nossa essência é eterna e não se esgota, mas a materialidade, sim. Diante desse esgotamento e da liquidez das relações humanas, nos esquecemos do caminho.
Estamos em uma jornada existencial, onde jamais perder a felicidade é nosso maior desafio. Um grande vazio assola a humanidade, pois, diante de todos os estigmas do existir, decidimos viver e sermos felizes. Mas que felicidade é essa?
Já dizia o poeta português Fernando Pessoa:
"Ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos."
Pessoa me inspira e me fez compreender algo precioso, que trouxe sentido à minha visão sobre a felicidade e minimizou a degenerescência dos tempos atuais dentro de mim. Percebi que a felicidade é a jornada, e que o sentido tão buscado pelas pessoas foi esquecido.
Não temos uma vida retilínea, mas uma vida cíclica, que nos conduz de volta a algo maior que nós mesmos: pleno e absoluto, a origem. A busca por nos amarmos e sermos felizes está em reconhecer no humano algo sublime — uma faísca, uma centelha divina que nos permite ser, errar, corrigir, aprimorar e jamais perder a ternura de nos perdoar e perdoar todos ao nosso redor.
Esse é o grande desafio da jornada: fé, esperança e autocuidado que recuperam nossa essência imortal. O perdão que gera amor.
Aprendi que felicidade é jamais desistir de si mesmo — e isso faz todo sentido em nossa jornada existencial humana. Eu insisto em ser humano e permanecer humano até o fim dos meus dias. Essa é a chave mestra da felicidade!

Daniel Bogas
Sou amante do Criador, Criação, Criaturas e Criatividade. Atuo como mentor existencial e sou Fundador da Sociedade Brasileira de Humanitude, sendo autor da palavra Humanitude no Brasil. São 25 anos atuando como formador humano, crendo na essência humana que é o amor.
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