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Quando a tela chama, mas a vida responde: mostra em Florianópolis transforma cinema em reflexão

Publicada em: 09/04/2026 11:59 -

O telefone toca. Mas, desta vez, não é alguém tentando falar com você. É o próprio celular tentando te acordar para a vida.

Essa é a provocação que abre a mostra “Janelas Deroull Filmes”, idealizada pela cineasta Simone Bastos e realizada pela Deroull Filmes, que chega a Florianópolis no dia 12 de abril, na Sala de Cinema Gilberto Gerlach, no CIC.

A proposta vai além da exibição de filmes. É um convite direto para o público se enxergar na tela.

Às 17h30, a sessão infantojuvenil apresenta “Dá um Like e Compartilha”, uma história que fala com crianças, mas atinge famílias inteiras. Na trama, uma menina recebe uma ligação do próprio celular e é confrontada com uma verdade simples e desconfortável. Enquanto vive conectada, está deixando de viver o que realmente importa.

O tema ganha ainda mais força em um momento em que o Brasil intensifica o debate sobre o uso de telas por crianças e adolescentes. Mas, mais do que discutir regras, o filme provoca consciência.

À noite, às 19h30, o olhar se aprofunda. Se antes o excesso era o problema, agora é a ausência.

Em “Tumulus”, protagonizado por Claudio Marinho, o personagem não está distraído com o mundo digital. Ele simplesmente se desconectou de tudo. De si, das pessoas e da própria vida.

 

A narrativa mergulha em uma solidão silenciosa, que não aparece nas redes sociais, mas se tornou cada vez mais presente na sociedade contemporânea.

A programação segue com outros curtas que exploram relações humanas, memórias e emoções que insistem em permanecer. Histórias que não fazem barulho, mas deixam marcas.

E o impacto não termina quando a sessão acaba.

No dia 13 de abril, o projeto avança para além da sala de cinema e chega às escolas, promovendo exibições e rodas de conversa com crianças e adolescentes. Um movimento que transforma o cinema em ferramenta de escuta, diálogo e transformação.

A mostra “Janelas Deroull Filmes” propõe algo raro. Não apenas assistir, mas sentir. Não apenas acompanhar histórias, mas se reconhecer nelas.

Porque, no fim, a pergunta que fica não é sobre os personagens.

É sobre quem está sentado na cadeira assistindo.

 

Por Ingrid Pipolos

 

 

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