" /> GenTV

Na SC Trade Show, produto não basta: é preciso ser compreendido

Publicada em: 22/04/2026 17:23 -

Por Ingrid Pipolos 

O café ainda era servido quando a primeira mensagem do evento já estava clara. A imprensa foi recebida com uma experiência que ia além da hospitalidade. Uma sacola personalizada da Bella Top, estampada com a identidade da SC Trade Show, acompanhada de um porta-cédulas da Anna Vargas, já antecipava o tom da feira. Não era apenas sobre produtos. Era sobre percepção.

A escolha dos itens não foi aleatória. A Anna Vargas, empresa com mais de 30 anos de atuação em São João Batista, um dos principais pólos calçadistas do país, carrega em sua trajetória o posicionamento voltado ao segmento de calçados femininos de alto padrão, com foco em qualidade, design e produção artesanal. Antes mesmo de entrar nos corredores da feira, a mensagem era clara. Valor precisa ser sentido, não apenas apresentado.

A recepção organizada pelo Sindicato das Indústrias de Calçados de São João Batista, presidido por Almir Manoel Atanázio dos Santos, reforçava a importância institucional de um evento que movimenta a economia e projeta o setor para além das fronteiras catarinenses.

Dentro da feira, o cenário confirmava a relevância do encontro. Estandes bem estruturados, marcas com fabricação própria e coleções voltadas para o verão de 2027 ocupavam o espaço. Sandálias, sapatos e bolsas dividiam atenção em um ambiente onde tudo parecia, tecnicamente, competitivo.

Lojistas de diferentes regiões do país, especialmente de São Paulo e Minas Gerais, percorriam os corredores atentos, analisando cada detalhe. A presença de autoridades como o prefeito Juliano Peixer e o vice-prefeito Mateus Galliani reforçava o peso econômico do setor para a região. Ao lado deles, o gerente regional da Grande Florianópolis do Sebrae/SC, Carlos Kinchescki, acompanhava de perto a movimentação de um mercado que segue aquecido e competitivo.

Mas, ao observar o comportamento dentro da feira, um ponto se destacava.

Nem todos os estandes provocavam o mesmo efeito.

Alguns eram rapidamente atravessados. Outros conseguiam reter atenção, gerar conversa, criar conexão. A diferença não estava apenas no produto exposto.

Estava na forma como aquele produto era apresentado.

Em um ambiente onde todos têm qualidade, design e preço competitivo, o diferencial deixa de ser técnico. Ele passa a ser percebido.

A SC Trade Show evidencia, na prática, uma mudança silenciosa no mercado. O lojista não compra apenas o produto. Ele compra o que aquele produto representa, como será percebido pelo consumidor final e qual história conseguirá sustentar na ponta.

Quando essa clareza não existe, a decisão se reduz à comparação.

Quando existe, a escolha acontece.

Ao longo dos corredores, ficava evidente quais marcas conseguiam traduzir melhor seu posicionamento. Mais tempo de permanência nos estandes, mais interesse genuíno, mais perguntas estratégicas. E, consequentemente, mais negócios.

A feira deixa claro que o mercado não está mais premiando apenas quem produz bem. Está premiando quem consegue ser entendido com rapidez.

Entre vitrines, negociações e novas coleções, a SC Trade Show revela que o jogo mudou.

O produto abre a porta.

Mas é a forma como ele é percebido que define quem fecha negócio.

 

Compartilhe:
COMENTÁRIOS
Comentário enviado com sucesso!
Carregando...