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Onde buscar um grande amor?

Publicada em: 10/06/2026 17:07 -

Junho chega trazendo o Dia dos Namorados e, com ele, a tradicional celebração do amor a dois. Mas, afinal, o que é esse amor que tanto buscamos?

Eu nunca desisti de viver um amor de verdade. Mesmo nos momentos mais difíceis, quando parecia estar no fundo do poço, algo lá dentro continuava acreditando. Eu não queria apenas uma companhia para preencher o espaço no sofá; queria me sentir escolhida, amada, honrada e desejada. Buscava aquele amor que traz paz, segurança e verdade.

Hoje, compreendo que para viver tudo isso, precisei primeiro me apropriar de quem sou. Minha jornada começou ao me entender, primordialmente, como filha amada de Deus. Foi a partir desse amor divino que aprendi a me amar exatamente como sou, o que finalmente me permitiu enxergar e receber o afeto de um homem de coração nobre.

Apropriar-se da própria identidade é um processo longo — na verdade, uma tarefa para a vida inteira. Descobri que esse caminho não era sobre fazer mais, mas sobre deixar de pensar, sentir e agir de formas que não condiziam com quem eu sou. Precisei limpar as crenças que me faziam acreditar que o amor dos meus sonhos tinha que ser doloroso ou trabalhoso para ser alcançado.

Até que a ficha caiu: o que eu tanto buscava não era o amor do outro por mim, mas o meu próprio.

Convenhamos, o termo "amor-próprio" foi banalizado. Mas quando você cuida de si mesma em todos os níveis — espiritual, mental, emocional, físico, sistêmico e energético —, ir além do skincare e do "dia do eu mereço" se torna um divisor de águas. É aí que fica fácil aceitar ser cuidada por um parceiro.

Sei que existem muitas "mulheres-maravilha" por aí que engolem em seco ao ouvir isso. Mas a verdade é libertadora: você pode, SIM, ser cuidada.

Eu comecei a me cuidar tirando das costas os pesos que não eram meus. Sustentei o desconforto de confiar que as coisas dariam certo, assumi a responsabilidade pela minha própria vida — sem vitimismo ou culpados — e me abri para as possibilidades. Mudando minha postura, mudei minha realidade.

Para viver o amor que sonhei, precisei me amar mais. Se desejava um parceiro leal, precisava ser leal aos meus princípios. Se queria ser respeitada, precisava respeitar meus limites. Se queria ser honrada, precisava me tornar a própria honra.

Antes eu estava ferida e anestesiada. E a lógica é implacável: quem está ferida, fere; quem está anestesiada, não enxerga. Peço perdão diariamente pelas escolhas do passado, aceitando que fiz o melhor que podia e que tudo foi como tinha que ser.

Minha vida mudou quando parei de perguntar: "Onde buscar um grande amor?" e passei a questionar quem EU precisava me tornar para viver esse amor. Comecei, então, a agir como se ele já fosse real e como se eu já fosse muito amada.

Escrevo estas linhas como um lembrete diário para mim e um convite para você: torne-se primeiro aquilo que você deseja atrair. Seja alguém que você admiraria, alguém por quem você se apaixonaria, alguém de quem teria orgulho. No fim das contas, não conquistamos o que queremos; conquistamos o que somos.

Quer viver um grande amor? Não busque uma parceria apenas no outro. Encontre, primeiro, a SUA parceria interior.

Quando você se alinha por dentro, você não precisa buscar amor, o que está do lado de fora inevitavelmente te encontra.

 

 

Cintia Luri Muranaga e Oota

Sou ortodontista, analista corporal, formando psicanalista, podcaster e temente a Deus.

 

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