Uma história que começou pequena e ganhou o Brasil
Por Ingrid Pipolos
De uma pequena sala de 100 metros quadrados, uma máquina manual e seis colaboradores nasceu uma indústria catarinense que hoje leva seus produtos para todo o Brasil. Em uma visita à Parentex, em Tijucas, conhecemos de perto essa trajetória, contada por quem ajudou a construí-la.
Existem empresas que nascem de grandes investimentos, planejamentos complexos e estruturas prontas. E existem aquelas que começam pequenas, quase silenciosas, mas carregam dentro delas algo muito maior: um sonho, coragem para começar e a vontade de fazer dar certo. Foi assim que começou a história da Parentex.
Fomos recebidos, em Tijucas, para um café da manhã especial junto à imprensa (09/09), com as portas da fábrica abertas para que pudéssemos conhecer não apenas seus produtos e processos, mas, principalmente, as pessoas e a história que estão por trás de tudo aquilo.
Quem nos recebeu foi Mônica Cadore, uma das personagens centrais dessa trajetória. E ouvir sua história dentro da própria fábrica tornou a experiência ainda mais especial. Antes de existir a Parentex, existia a Mônica, uma loja que vendia de tudo um pouco. Era ali que a família dava seus primeiros passos no comércio. O pai também percorria a região com seus caminhões, levando produtos para os pequenos mercados e construindo, estrada por estrada, cliente por cliente, uma relação muito próxima com o comércio local.
Era um tempo em que vender também significava conversar, conhecer as pessoas, entender o que elas precisavam e conquistar confiança. E talvez tenha sido justamente essa proximidade com o consumidor que ajudou a construir o olhar empreendedor que viria depois.
Em 1998, Vanderlei Cadore e Jefferson Francisco Soares decidiram dar um passo maior. Os dois apostaram na fabricação de fraldas descartáveis e alugaram uma pequena sala de apenas 100 metros quadrados, uma única máquina manual, seis colaboradores e uma enorme vontade de fazer acontecer.
A produção, naquele início, era praticamente artesanal. As primeiras fraldas eram produzidas para atender principalmente o comércio de Tijucas. Mas havia algo que começou a fazer toda a diferença: o cuidado com o produto. O rigor no controle de qualidade e o carinho colocado em cada etapa fizeram com que as fraldas conquistassem os consumidores. E o que começou pequeno começou a crescer.
As pessoas passaram a procurar a marca nos mercados. A demanda aumentou. O produto atravessou as fronteiras de Tijucas e começou a chegar a outras cidades da região. Foi quando a pequena sala começou a ficar pequena demais para o sonho.
Pouco tempo depois do início da empresa, uma nova personagem passou a fazer parte oficialmente dessa construção. Mônica Soares Cadore, irmã de Jefferson e esposa de Vanderlei, integrou-se ao negócio e assumiu a direção administrativa e sua participação trouxe uma nova força para aquela empresa que ainda estava dando os primeiros passos, mas foi a vida pessoal de Mônica que acabaria inspirando um dos capítulos mais marcantes dessa história.
Com o nascimento de sua primeira filha, ela passou a vivenciar, na prática, todos os desafios, necessidades e descobertas da maternidade e foi justamente dessa experiência real que nasceu uma ideia. Uma ideia que viria a se transformar em uma marca: a Anjinho.
Mais do que criar um produto, Mônica enxergou na própria experiência como mãe uma oportunidade de desenvolver algo que conversasse verdadeiramente com outras mães. Assim nasceu uma marca que se tornou uma das grandes referências da Parentex, especialmente no segmento de fraldas e toalhas umedecidas. Uma necessidade vivida dentro de casa se transformou em inspiração para um produto que chegaria a milhares de outras famílias.
E talvez seja justamente isso que torne essa história tão especial: a Parentex não cresceu apenas através de máquinas, investimentos e novas estruturas. Ela cresceu através de pessoas, da pequena sala para uma grande indústria
Ao longo dos anos, aquela pequena operação foi ganhando novos espaços, novas máquinas, novos produtos e novos mercados. A empresa ampliou seu portfólio e passou a atuar não somente com fraldas descartáveis, mas também com lenços e toalhas umedecidas, produtos de higiene pessoal, cosméticos e diferentes linhas voltadas ao cuidado infantil e adulto.
Foi muito especial para nós da imprensa, poder ver isso de perto. Durante a visita, tivemos a oportunidade de entrar na fábrica e acompanhar algumas das etapas de produção. Vimos de perto a fabricação das fraldas descartáveis, conhecemos a produção dos lenços umedecidos, passamos pelo controle de qualidade, observamos os processos, as máquinas, os cuidados e a organização. Mas, acima de tudo, conhecemos as pessoas, os funcionários que todos os dias fazem aquela indústria acontecer.
E existe algo muito diferente quando você deixa de olhar uma empresa apenas pelo produto que chega à prateleira e passa a enxergar quem está por trás dele. Cada embalagem, cada fralda, cada lenço carrega horas de trabalho, atenção, conhecimento e responsabilidade.
Talvez uma das maiores sensações que trouxemos dessa visita tenha sido o orgulho. Orgulho de descobrir que uma empresa que nasceu tão pequena, em Tijucas, conseguiu crescer e construir uma trajetória que ultrapassou as fronteiras de Santa Catarina. Hoje, a Parentex distribui seus produtos para diferentes regiões do Brasil e também atua na fabricação para outras marcas, mostrando a força que uma indústria catarinense pode alcançar.






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