Tudo na vida começa com um sonho. Acredito, inclusive, que toda criança deveria ser incentivada não apenas a sonhar, mas a manter viva essa chama. Embora o ato de imaginar faça parte da nossa natureza infantil, raramente somos ensinados a refinar esses desejos ou a transformá-los em planos concretos. Com o tempo, perdemos essa capacidade e nos tornamos adultos que operam no “automático”, vivendo por viver, sem saber onde queremos chegar ou o que, de fato, desejar.
Mas o que é, afinal, um sonho?
Ter um sonho diz respeito ao destino que escolhemos para nós mesmos. Pode ser uma conquista material — um carro, uma casa, uma viagem — ou algo intangível e fundamental, como uma saúde inabalável, um relacionamento saudável, uma profissão que inspire admiração ou a busca pelo equilíbrio financeiro. Independentemente do tamanho da meta, a vontade precisa vir primeiro e de dentro. O sonho deve ser o combustível que nos faz acordar todas as manhãs com o desejo de cuidar da saúde, alimentar-se bem e buscar excelência.
Em minha trajetória como enfermeira, cuidando de tantas mulheres, percebo uma dor silenciosa: a incapacidade de projetar o futuro. Muitas vezes, a vida “apenas acontece”. Terceirizamos responsabilidades e passamos a sofrer pelas circunstâncias, sem compreender que perdemos o rastro dos nossos próprios desejos.
Por isso, neste início de ano e na estreia desta coluna, meu convite é direto: vamos planejar um sonho grande para 2026?
Onde você deseja estar em dezembro? Mais do que isso: como pretende chegar lá? Falar de metas em janeiro pode parecer clichê, mas minha proposta foca na autorresponsabilidade. Qual passo você dará em cada mês deste ano em busca desse compromisso consigo mesma?
Quando assumimos a responsabilidade tanto pelos nossos sucessos quanto pelos nossos fracassos, entendemos que as rédeas estão em nossas mãos. Convido você a caminhar comigo nesta jornada de aperfeiçoamento. Vamos tirar os sonhos do papel e transformá-los em destino.

Karina Trevisan
Sou mãe do Gabriel de 16 anos e do Lucas de 9, casada com Fábio Trevisan há 20 anos. Enfermeira Obstetra formada há mais de 25 anos pela Unifesp, Doutora em Cuidados em Saúde e Mestre em Saúde Materno Infantil pela USP. Me intitulo parteira contemporânea. Fundei a ComMadre em maio de 2013, um equipe de profissionais de parto para cuidar de mulher (em uma época que enfermeiras obstetras não tinham consultório), fundei o Instituto Educacional do Poder do Partejar em 2021 para ensinar outras enfermeiras a fazerem o que eu faço. Sou amante do estudo, amo estudar desenvolvimento humano e sobre os cuidados de mulheres. Tenho várias outras formações, todas com foco em cuidar de mulheres em suas diversas fases da vida.
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